quarta-feira, 26 de março de 2014

Breve história do feminismo - Capítulo 2 - A liberdade

Graças à Revolução Industrial, a mecanização do trabalho aposentou os músculos e valorizou os neurônios. Se hoje as mulheres são totalmente livres, agradeça ao capitalismo. 

Breve História do Feminismo.
Capítulo 1 - Capítulo 2 - Capítulo 3 - Capítulo 4 - Capítulo 5


Mulher durante a Rev. Industrial
É preciso entender, antes de mais nada, que o mundo virou de cabeça para baixo no século XIX: o progresso tecnológico , cujo epicentro foi a Grã Bretanha e a Alemanha, protagonizado pela invenção da máquina à vapor, do transporte ferroviário, e do telégrafo possibilitou a urbanização da população e a industrialização da sociedade. Este período foi chamado de Revolução Industrial.

Com o exponencial progresso tecnológico evidenciado nesta época, ocorreu a mecanização dos meios de produção. Isto é, o trabalho braçal executado exclusivamente pela força masculina caiu em crescente desuso.  Conforme Diego Costa, do Instituto Mises Brasil: "O que ocorria no século XVIII era uma falta de oportunidade para o trabalho feminino.  Com as máquinas, as habilidades humanas mudam de valor. O capital deixa o trabalho menos braçal e mais intelectual, permitindo que as mulheres compensassem com neurônios o que lhes faltava em musculatura". Crianças e idosos também entraram nesta dança: bastava ter dois braços para ser apto ao trabalho.


John Stuart Mill pregava a
liberdade feminina no séc XIX
Em 1861 (!) John Stuart Mill defendeu a liberdade feminina em "A sujeição das mulheres". Segundo o economista, a participação das donas de casa no mercado de trabalho seria fundamental para uma sociedade livre e igualitária. De fato, embora tal liberdade possa ser questionada do ponto de vista familiar, é um direito inalienável.

A liberdade feminina é essencial para a democracia liberal. A jornalista Åsne Seierstad, autora de "O livreiro de Cabul", viveu por três meses na capital afegã e retratou as condições femininas sob o regime opressor do Talibã. Por aquelas bandas, mulheres são retratadas como pedaços amorfos de carne, sem vontade própria. São tratadas como animais em burcas uniformes. Na Arábia Saudita, mulheres são proibidas de dirigir. Na Índia, são proibidas de estudar. No Irã, proibidas de participar da vida artística. Na Somália, têm o clitóris retirado à força. 

A civilizações ocidental e latino-americana - utilizando os termos de Samuel Huntington, oferecem plenas condições de igualdade de gênero. Nos países europeus, norte-americanos e latino-americanos, as mulheres têm os mesmos direitos e deveres dos homens, sem ninguém importuná-las por isso. Estudam no que desejam. Trabalham no que desejam. Casam com quem desejam. Vestem o que desejam.  Votam em quem desejam. Ainda bem! Ainda bem que não estamos no Irã! Cadê a opressão aí, bonitinhas de peito de fora?

Mulheres ocidentais: graças ao capitalismo, podem fazer o que desejam.

O fato é que o jogo limpo acabou. Do lado ocidental do globo, a igualdade jurídica e social a qual sonhava John Stuart Mill é uma realidade concreta. Sem rumo, devaneando no pós-jogo, o feminismo contemporâneo transformou-se em um braço sórdido e inútil da doutrina marxista/gramscista. Ao atingirem a igualdade, pautas nefastas como aborto, ateísmo, supressão dos gêneros, supremacia feminina, direito à traição e liberdade sexual passaram a compor a histeria das feministas. Bom, isso fica para o próximo artigo!


Fontes (dessa vez são todas do bem):

John Stuart Mill: A Sujeição das Mulheres.
Åsne Seierstad: O Livreiro de Cabul

http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1799

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2013/12/na-arabia-saudita-mulheres-so-podem-estudar-se-um-parente-permitir.html

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/islamismo/contexto_debate.html

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-e-a-vida-no-ira

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circuncisao-feminina.html

http://capitanbado.com/detalle.php?id_noticas=25323

domingo, 16 de março de 2014

Por dentro da educação pública: Um relato pessoal

Entenda por que é tão difícil ser professor em um sistema caro e ineficiente. Afinal, por que a escola pública é tão ruim? 

A ineficiência do estado não é novidade para ninguém [já escrevi isso aqui e aqui]. Todavia, além de blogueiro amador, também sou professor de ensino fundamental e médio: leciono em uma escola pública situada entre a periferia e a área rural de uma cidade-satélite, nos confins do lugar-nenhum. Convivo todos os dias com a pobreza, a impunidade, e a lerdeza estatal. Assim, meu dia-a-dia se resume em (tentar) passar conhecimento à crianças e jovens envolvidos em tráfico de drogas, prostituição, gravidez precoce e falta de estrutura familiar.

sábado, 8 de março de 2014

Breve história do feminismo - Capítulo 1 - Os primórdios

Embora as diferenças entre os gêneros sejam óbvias e naturais, nem todos percebem que a divisão de trabalho entre homens e mulheres foi primordial para a evolução da raça humana.

Breve História do Feminismo.
Capítulo 1 - Capítulo 2 - Capítulo 3 - Capítulo 4 - Capítulo 5

Caro leitor, se você tiver pelo menos dois neurônios irá perceber que homens e mulheres são biologicamente diferentes. E para que a civilização humana chegasse até o patamar atual, a divisão de gêneros foi essencial. Não por acaso, homens cuidando de crianças chorando e mulheres caçando são verdadeiros desastres.

sexta-feira, 7 de março de 2014

AMANHÃ: Breve História do Feminismo

No Dia Internacional das Mulheres (08/03) que será amanhã, o Diário de um Ex Comunista iniciará uma poderosa, consistente, e destruidora série sobre a história do feminismo, longe de hipocrisias esquerdistas! Veja o script:

Breve história do feminismo - Capítulo 1 - Os primórdios (Essa sai amanhã!)
Embora as diferenças entre os gêneros sejam óbvias e naturais, nem todos percebem que a divisão de trabalho entre homens e mulheres foi primordial para a evolução da raça humana.

Breve história do feminismo - Capítulo 2 - A liberdade
Graças à Revolução Industrial, a mecanização do trabalho aposentou os músculos e valorizou os neurônios. Se hoje as mulheres são totalmente livres, agradeça ao capitalismo. 

Breve história do feminismo - Capítulo 3 - A histeria
Discriminação? Violência doméstica? Estupro? Salários mais baixos? Errado! Saiba por que o feminismo tornou-se um movimento mimado que não deveria mais existir. 

Breve história do feminismo - Capítulo 4 - A supremacia
Eis o saldo do feminismo contemporâneo: enquanto mulheres estão infelizes com as suas pós-graduações, homens estão sufocados de leis injustas que os discriminam. O que mais elas querem no mundo atual?

Breve história do feminismo - Capítulo 5 - Conclusões e Inconclusões
Mensagem final, ácida e politicamente incorreta!



Esse mês tem muita coisa pra falar (!) então as postagens serão quinzenais.
Sobrevivam até lá!

OBS: Esta página será excluída quando todos os capítulos estiverem no ar.

sábado, 1 de março de 2014

A inveja da beleza: "Sou feio, mas beleza é relativa, né?"

A inveja da beleza é um dos inúmeros sentimentos ocultos que embasam a retórica esquerdista, enraizada em um feminismo fraco e vitimista. Já que eu não sou bonito, vou culpar o machismo por isso! Que tal?

Para o radicalismo feminista, a beleza seria um "padrão imposto pela sociedade", cuja libertação se daria através da "mudança de paradigmas" e da "aceitação do outro". Respeitando a cartilha politicamente correta, para a militância esquerdista, não existiria nem feio e nem belo. Para a alegria dos fracos, tudo seria uma questão de ponto de vista. Que romântico! Pra que emagrecer né?