domingo, 28 de setembro de 2014

O Papel do Estado numa sociedade livre: traçando um paralelo com o Brasil

Para Milton Friedman, o estado deve ser um "árbitro" responsável pela ordem e pela segurança nacional,  deixando o livre mercado desimpedido para chutar a bola do jogo econômico, exatamente o oposto do que acontece no Brasil.

O livro Capitalismo e Liberdade, escrito por Milton Friedman, é uma daquelas jóias-raras que moldam nossa trajetória na busca do conhecimento. Escrito em 1985, constitui uma leitura obrigatória para entender o papel do estado numa sociedade livre. Afinal, até onde deve ir o poder do governo? Ou melhor, para que ele serve? E aqui no Brasil? Como se dá essa relação?

Segundo uma ótica liberal - endossada por Friedman - o governo deve legislar sobre as relações humanas, mas sem participar efetivamente delas; exatamente como um árbitro em um jogo de futebol. Este, apesar de controlar a partida, determinando as faltas e as punições, jamais encosta na bola, deixando o trabalho pesado para os jogadores. Assim, sendo o ser humano imperfeito, o estado tem a incumbência de assegurar a ordem e a segurança necessárias para que liberdades individuais não sejam violadas por aventureiros. Garantindo assim, um clima de paz que permita ao livre mercado atender às necessidades da população.

Para Friedman, o árbitro [estado] deve apenas legislar, deixando os jogadores [empresas] fazerem o jogo acontecer.

É impossível ler Capitalismo e Liberdade hoje em dia sem pensar na condição patológica no qual se encontra o estado brasileiro. Este, principalmente na esfera federal, está muito distante do modelo proposto por Friedman. Temos um governo inchado, agigantado pelo intervencionismo excessivo na economia. O estado se mete em tudo: extração de petróleo; educação dos nossos filhos; entrega de cartas; produção de energia; financiamento de cultura; e até mesmo na vida sexual dos cidadãos. Não por acaso, nada disso funciona direito. E, ao invés de canalizar suas energias para ser eficiente no que realmente é seu papel - arbitrar sobre a ordem das relações humanas, o estado brasileiro prefere perder o foco com atribuições que deveriam ser da iniciativa privada. Temos quantidade, mas não qualidade.

Milton Friedman: um dos maiores economistas do século XX.

É preciso explicar para os burocratas de Brasília, que quem deve "chutar a bola" é a iniciativa privada, numa atmosfera de concorrência que se traduza em preços baixos e melhorias de produtos/serviços, inclusive em setores tradicionalmente controlados pelo poder público como a educação e a saúde. Quanto mais "jogadores" marcando a bola, melhor a partida. O estado brasileiro precisa cair na real: encurtar as asinhas para contraditoriamente, voar mais longe.

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Esse artigo NÃO É um resumo do livro, tem MUITO mais coisa legal lá, recomendo a leitura integral!

Fonte: Milton Friedman: Capitalismo e Liberdade
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2 comentários :

  1. Senhores do DIÁRIO DE UM EX-COMUNISTA, quero-lhes avisar que namorar menores de 18 anos é crime de pedofilia (CCB de 2002, CPB de 1940, CRFB de 1988, ECA de 1990 e LCP de 1941). Pedofilias não somente são sexos ou simples intimidades ou preliminares com menores, mas também afetividades com eles, como afagos ou carícias (nos cabelos, na cabeça ou no rosto), amplexos (dianteiros, laterais ou traseiros), cócegas, euquímanos (apertos de mão ou mãos dadas), ósculos (na boca, no rosto ou na mão) e outras. Adolescência não é época para namorar nem casar, nem trabalhar, nem praticar esportes adultos, nem conduzir veículos motores, nem ter conta bancária e assim sucessivamente, mas para cursar SENAIs, cantar num Coro "Meninas Cantoras de Petrópolis" ou num "Meninos Cantores de Viena", participar de desfiles cívico-militares e assim sucessivamente. O melhor e mais velho programa radiofônico chama-se "A Voz do Brasil", fundado numa segunda-feira, 22 de julho de 1935, às suas sete da noite, por Getúlio Vargas, que completará 80 anos no ano posterior. Então, quero avisá-los que tudo na vida tem idade certa para tudo. Agradeço-lhes de todo o meu coração! Obrigado!

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  2. Senhores do DIÁRIO DE UM EX-COMUNISTA, nenhuns dos extremos (anarquias e totalitarismos) são benéficos, pois são farinhas do mesmo saco, assim como absolutismos e relativismos, ascetismos e hedonismos, bioquices e licenciosidades, feminismos e machismos, sacrilégios e santimônias e outros. O melhor Estado do Mundo é o Estado Laico de 1891 (Rui Barbosa, a Águia de Haia), pois Estados Confessionais ou Ateus são tirânicos. Liberdades religiosas devem ser preservadas se elas não forem contra direitos humanos exordiais, como as Vidas, por exemplo (exemplos: recusas de transfusão de sangue por parte de Testemunhas de Jeová (violação do CPB de 1940), sacrifícios animais por parte de religiões afro-brasileiras (violação da LCA de 1998) e outros). Ninguém pode linchar ninguém (fazer justiça com as próprias mãos), assim como ninguém pode cometer bullyings, maltratar, abandonar incapazes, preconceituar ou discriminar (Lei 7.716 de 1989), epidemiar, inundar, incendiar, explodir ou implodir, acidentar, piratear, traficar, assediar, vender bebidas alcoólicas a menores de 18 anos ou fumos a eles, namorá-los, omitir socorro, desmoronar, adulterar placas, cartões ou cloná-los e assim sucessivamente. 10 de dezembro de 1948 (sexta-feira) foi o dia em que a ONU promulgou a DUDH. Mas, infelizmente, muitos países a violam, como a Birmânia, Cuba, o Irã, a Síria, a Venezuela e outros. Por isso, defendamos nosso Estado Democrático de Direito, nossa CRFB de 1988, pois ele é fundamental para os desenvolvimentos de nosso Brasil. Agradeço-lhes de todo o meu coração! Obrigado!

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