segunda-feira, 9 de junho de 2014

Breve história do feminismo - Capítulo 5 - Conclusões Importantes

Após o grande sucesso da série Breve História do Feminismo, tem gente achando que "a direita" é a favor de espancar mulheres por aí. É mole ou quer mais?

Breve História do Feminismo.
Capítulo 1 - Capítulo 2 - Capítulo 3 - Capítulo 4 - Capítulo 5

É impressionante a quantidade de questionamentos que recebi por causa da série Breve História do Feminismo, alguns educados outros não, mas isso não vem ao caso. Já esperava uma pitadinha de polêmica - por isso reservei espaço para um post-final-esclarecedor, mas não aguardava essa enxurrada de contestações. Para os que acham que "a direita" espanca mulheres, é preciso colocar uns pingos nos is. Por isso vou destacar e resumir os pontos mais polêmicos desta grande saga:

1 - Mulheres são tão importantes quantos os homens

Os sexos se completam
 como um quebra-cabeça
Os gêneros são diferentes e complementares: para os histéricos de plantão, mocinhos têm pipi e mocinhas não. Nos dois primeiros capítulos [aqui e aqui] ressaltei um fato inegável para a história e a biologia: a importância desta variabilidade para a evolução da espécie humana. Só isso.

Antes que venham me crucificar, em momento nenhum afirmei que "mulheres são inferiores". Isso seria um absurdo inenarrável, algo do mesmo nível moral de um Che Guevara. O que afirmo - e reforço aqui, é que Deus não fez os dois sexos porque estava entediado, mas sim porque existe um propósito claro nisso: duas peças de quebra-cabeça precisam ser diferentes para se completar.

2 - A liberdade feminina é fundamental

Quem sou eu para
restringir a liberdade?
Sinceramente, acreditei que tinha deixado suficientemente claro que sou favorável à emancipação feminina. Ledo engano: fui taxado de retrógrado. Ressalto que sou amplamente favorável à liberdade individual, de homens e de mulheres. E acrescento: é impossível construir uma nação saudável na base da coerção.

Evidentemente, sou contra a moral esquerdista atual, que corrói famílias e implanta a ditadura da libertinagem. Entretanto, o fato de não concordar e/ou não gostar de certas condutas, não implica necessariamente que eu deseje reprimi-las. Não acho normal mulheres usarem micro-vestidos, traírem seus maridos, ou fazerem sexo com cinco pessoas em uma noite, mas indivíduos são livres. Ainda bem. Ou alguém aí é a favor de apedrejamento, como ocorre no Irã?

3 - Em marido e mulher, ninguém mete a colher

Não sou de ficar fofocando
da vida dos outros. Aqui não
é Revista Caras!
Em uma família "normal", cabe ao homem prover o lar, emocional e financeiramente, ficando às mulheres, a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos. Só que no mundo contemporâneo poucas famílias são "normais": na maioria dos lares os dois sexos acabam dividindo as tarefas. O que eu acho disso? Nada. Isso mesmo: nada! Se o homem fica em casa fazendo papinha de bebê e a mulher fica carregando pedra na construção, não tenho nada a ver com isso, oras. Aqui não é revista Contigo!

E o mesmo vale para a atração sexual. Normalmente fêmeas são atraídas por proteção - que na nossa sociedade representa dinheiro e força muscular, e homens são atraídos por beleza física. Embora tais padrões sejam biológicos (algo imutável, como gostar de comer hamburguer), novamente cito a liberdade. Nada impede que alguma mulher-exceção sinta-se loucamente atraída por gordinhos espinhentos (embora eu ache que isso seja praticamente impossível).

4 - O problema é o feminismo, e não as mulheres em si

ISSO é o feminismo
Não precisaria dizer isso, mas trata-se de um grande equívoco igualar os problemas do feminismo (cunho ideológico), com feminino (relativo à mulher). O feminismo é um movimento político autoritário, ultrapassado, histérico e equivocado por essência, mas basta somente dois neurônios para saber que tais características não condizem com a figura feminina, que costuma ser doce e delicada.

O feminismo, sendo um movimento político, possui certos "dogmas" e certos princípios imutáveis, ao passo que cada mulher do planeta possui identidades e características peculiares. Por isso não me critiquem por isso. Falo mal do feminismo sim! Mas quem sou eu para conhecer todas as moças do mundo? Não tô com essa bola toda não! 

5 - Homens e mulheres devem ser iguais perante à lei

A Justiça é cega,
deveria ser igual
para os dois sexos.
Defendo a igualdade entre os sexos, mas não da forma que a esquerda empurra goela abaixo. A agenda revolucionária quer fazer-nos acreditar que os "gêneros são uma construção social", e que os esteriótipos sexuais são frutos do "machismo opressor". Tais devaneios são tão absurdos que nem vou me dar o trabalho de contestá-los aqui.

Entretanto, reconhecer que garotos são diferentes de garotas não significa ser favorável á discriminação jurídica. Pelo contrário, sabendo desta realidade, sou favorável que a lei seja nivelada para atender à estas divergências: independentemente do sexo, homicídio deve ser homicídio e ponto final. Vocês não querem igualdade? Na prática, isso significa tratar homens e mulheres da mesma forma perante à legislação. 

Pois é, qualquer instrumento jurídico que superproteja um determinado gênero, por mais bem intencionado que seja, é inconstitucional. Não quero que mulheres apanhem de seus maridos e nem que filhos fiquem sem proteção, mas o velho Código Penal já fornece substrato jurídico o suficiente para jogar qualquer criminoso atrás das grades. É que falta vontade mesmo. E não sejam infantis: não sou do tipo que sai batendo em mulheres por aí...

6 - Interpretação de texto se aprende na escola

Ahhh! Agora entendi. Valeu!
Por fim, essa polêmica seria desnecessária se algumas pessoas soubessem interpretar textos de forma correta. Não sou nenhum Luis de Camões para ser tão complicado, não é mesmo?

Aos que gostaram da série, muito obrigado! 
Comentários
8 Comentários

8 comentários :

  1. Gostaria de saber com que base afirma que "Em uma família "normal", cabe ao homem prover o lar, emocional e financeiramente, ficando às mulheres, a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos". Obrigado.

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    1. Coloquei "normal" entre aspas justamente porque é o padrão que foi convencionado por definições biológicas e/ou sociais, mas não necessariamente é o que acontece nos lares.

      No capítulo 3, digo que os homens e as mulheres devem ser livres para estabelecer o "contrato" que desejarem. Ser contra isso seria se intrometer nas liberdades individuais.

      http://www.diariodeumexcomunista.blogspot.com.br/2014/04/breve-historia-do-feminismo-capitulo-3.html

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  2. Série excelente, mas mesmo assim no final você ainda tem que vir dar uns puxões de orelha naqueles que insistem, ou por burrice, ou por má fé (ou maucaratismo generalizado mesmo!) te atacar sem nenhum argumento convincente, pingo de lógica ou bom senso.

    Deve ser algum tipo de racionalização absurda na qual usam barbaridades e coisas sem sentido para tentar dar sentido a seus pensamentos fugazes. Deve ser um ciclo vicioso muito louco esse da mente revolucionária. Vai bem além da paralaxe cognitiva simples e comum.

    No mais, adorei a série, continuo no blog aguardando as próximas postagens!

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    1. Fulano de Tal, enquanto o blog ainda é pequeno, posso responder à todos os comentários. Desde que feitos de forma respeitosa, debates são saudáveis para a construção do conhecimento, e quando alguém vem com uma opinião contrária à minha, respondo numa boa...

      Mas como você mesmo disse, algumas pessoas perdem a noção de civilidade. Essas merecem "puxões de orelha" e respostas à altura de sua ignorância.

      Obrigado por gostar da série e do blog! Você pode acompanhá-lo através dos feeds e da assinatura de email. Obrigado!

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  3. Senhores do DIÁRIO DE UM EX-COMUNISTA, desejo que Vossas Senhorias leiam o soneto "AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER", do poeta Luís Vaz de Camões, abaixo:

    "Amor é fogo que arde sem se ver,
    É ferida que dói, e não se sente;
    É um contentamento descontente,
    É dor que desatina sem doer.

    É um não querer mais que bem querer;
    É um andar solitário entre a gente;
    É nunca se contentar de contente;
    É um cuidar que ganha em se perder.

    É querer estar preso por vontade;
    É servir a quem vence, o vencedor;
    É ter com quem nos mata, lealdade.

    Mas como causar pode seu favor
    Nos corações humanos amizade,
    Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

    Agradeço-lhes de todo o meu coração! Obrigado!

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  4. Existe a direita voltada mais para a economia, que não interfere nos direitos individuais, a não ser quando a liberdade de uns prejudica a de outros.

    E quanto a questão do feminismo, acho sim, que as mulheres estão sendo usadas como massa de manobra pela esquerda, mas, eu acredito que a toda ação há uma reação, essa última não precisa propriamente ser de esquerda, e sim uma luta por dignidade. Há uns anos atrás, assisti um filme baseado em fatos reais, cujo nome não me recordo, que conta o drama de mulheres americanas dos anos 80, que queriam trabalhar em profissões que na época eram tidas como masculinas. Elas sofreram toda sorte de humilhações e, inclusive, agressões. Se não fosse a coragem delas em se imporem, hoje a utilização da mão de obra feminina nessas funções não seria considerada normal. Como exemplo posso citar as forças armadas americanas: primeiro só aceitava homens, depois permitiram a entrada de mulheres e, por último, a de gays. Israel é um exemplo excelente também, pois já aceitam gays antes sequer dos EUA.

    O que quero dizer é o seguinte: a direita só sobreviverá caso seu foco primordial for a economia e direitos iguais para todos, sem privilegiar nenhuma minoria ou maioria. E é essa direita, ou centro, chame como quiser, que está em ascensão no primeiro mundo.

    Espero que tenha sido claro. Direita religiosa é diferente da direita que dá direito e voz a todos, inclusive a religiosos.

    Att,

    Ádilon (Gay, capitalista com muito orgulho)

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  5. Aliás eu só não abraço de vez a direita porque em nosso país o elenco de representantes dessa ideologia está cheio de fascistas de verdade. Não me refiro ao autor deste blog, nem a Rodrigo Constantino, Luiz Felipe Pondé, etc. E sim, por exemplo, a Silas Malafaia que compara a homossexualidade a pedofilia, bestialidade e necrofilia. KKKKK. Ele ainda diz que a origem da homossexualidade é 100% comportamental. Enfim, ele alegra os débio-mentais que pensam como ele, mas denigre a direita tupiniquim como um todo. É LA-MEN-TÁ-VEL, sujeitinhos como esses destruindo a boa imagem da direta nacional.

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Não seja um esquerdista chato, comente civilizadamente!

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