domingo, 23 de fevereiro de 2014

A inveja do dinheiro: "Ganho mal por causa do capitalismo". Dedicado aos cientistas humanos.

Grande parte dos esquerdistas que estudam ciências humanas têm inveja dos médicos e engenheiros que ganham bem. Ao serem desvalorizados pelo capitalismo, passam a odiá-lo, culpando o "sistema opressor" pelos seus fracassos financeiros.

Um dos maiores problemas da sociedade atual é a vitimização compulsória e a fuga das responsabilidades individuais pelo seus respectivos progressos pessoais. Ao culpar a "sociedade", o "sistema" ou o "machismo", o fracassado exime-se de sua preguiça, atirando-a para a coletividade. No best-seller "O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota", Olavo de Carvalho discorre sobre o sentimento de inveja, tão proeminente nos esquerdistas. Para o filósofo, uma das fontes do vigor revolucionário é desejar o que não se tem. E é a mais pura verdade.

Sem dúvida nenhuma, a maior proporção de esquerdistas por metro quadrado é nos cursos superiores de humanas, ambiente a qual frequento há muitos anos. Entre a história, a geografia, a filosofia, as letras e as ciências sociais há um sentimento em comum: a inveja das ciências que dão dinheiro. Não é raro encontrar gente balbuciando nos corredores: "Deveria ter feito engenharia, viu!" ou "Não sei por que um médico ganha bem e um geógrafo não..."

É fato que o mercado paga mal às ciências humanas. Eu mesmo ganho um salário de merda, que apenas permite me manter vivo. Isso é um fato consumado, e até aí nenhum problema porque EU escolhi fazer humanas ciente dos problemas que encontraria. O problema é que as pessoas culpam o capitalismo por isso! Sim, o capitalismo! Para muitos esquerdistas de boutique, o salário é baixo porque o capitalismo é malvado e não lhes paga o que merecem. 

"Poxa, estudei tanto e ganho tão mal!" "Cara, já ouviu falar em utilidade marginal?"

Esse pensamento revela um total desconhecimento das dinâmicas de mercado e da escola austríaca de economia. Falta dizer-lhes que seus salários são baixos porque os consumidores não estão dispostos pagar mais pelos seus serviços e/ou sua mão de obra é abundante. Se minha mãe precisasse fazer uma operação de emergência, eu venderia minha casa para pagar um médico. Mas se minha mãe precisasse de um historiador, eu jamais faria isso. Entendem a diferença? 

Além disso, se não fosse o sistema capitalista, não existiria sequer ciência, e muito menos cientistas humanos. Se não fosse o livre mercado, provavelmente 98% da população estaria plantando batata e feijão. Ou será que haveria espaço para bolsistas da Fapesp  com "pensamento crítico" em Cuba?

"Já que ganho mal e o mercado capitalista não me quer, vou tocar o terror!"
 
Na Universidade de São Paulo, a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) é um barracão acadêmico: sujeira, maconha rolando à solta, faixas pró-aborto e pró-Cuba, pichações nas paredes e nos vidros, cadeiras e sofás rasgados, e cantina de contêiner. Ora, como vocês querem que suas respectivas ciências sejam bem vistas no mercado se vocês mesmo são bichos-grilo insuportáveis que passam o dia inteiro criticando o capitalismo? E essa maconha que financia os traficantes do morro, hein, barbudão!?

Leitores, vou desabafar: adoro minha profissão, mas fico muito  envergonhado de ter que dividi-la com arruaceiros esquerdistas. Esse aí é o triste Prédio de Geografia e História da USP.

Suspeito fortemente que lá no fundo, no interior de suas mentes revolucionárias, reside uma inveja não declarada dos engenheiros da Politécnica (POLI) - engomadinhos de camisa social, que ganham R$20.000 por mês! Ao ser privado de um alto salário, muitos cientistas humanos criam um reduto hippie para si, tentando fugir do sistema de mercado que não os valoriza. "Já que o capitalismo me paga mal, então ele não presta!"

Observo que o verdadeiro pobre não culpa o capitalismo. Pobre que é pobre quer luxo, diversão e bens materiais, como qualquer reles mortal, e é por isso que não dediquei o texto a eles. O Classe C/D almeja colocar um reboco em sua casa, descer para a Praia Grande no final de semana e fazer rolezinho com boné de 200 reais. Pseudointelectuais das ciências humanas, qual é o problema disso?

Semana que vem tem outro post sobre inveja! Até lá!
Comentários
10 Comentários

10 comentários :

  1. Só tem verdades aí.
    Tenho muitos imbecis no Facebook que compartilham cada imbecilidade.
    Pura inveja por ser um fodido que ganha mal.

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    1. Muitos desses "imbecis no Facebook" são amigos e colegas meus! Eu estou cercado dessa gente, sei bem como é.

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  2. Quais atribuições rentáveis você indicaria para um sociólogo, tirando a licenciatura? Abraço.

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    1. Não sei, não conheço esse mercado. Somente a licenciatura.

      Dizem que professor ganha mal, mas quantos professores tem mestrado e doutorado? Quantos entendem de tecnologia e falam inglês? Quantos dominam a oratória? Quantos são realmente bons? Se você for ver, são poucos...

      Se você tiver tino pra coisa, ser professor vale a pena financeiramente.

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    2. É a mais pura verdade o que você expôs nesse seu artigo. Durante cinco anos (1997-2002) convivi com esse tipo de gente no meu curso de licenciatura e bacharelado em Geografia na Universidade Federal do Pará. Não via a hora de sair daquele ambiente imbecilizante. O curso de Geografia na época era um dos que concentravam mais professores esquerdistas radicais da área de humanas da Ufpa. Eu, por não ser marxista ortodoxo, era visto com muito preconceito por alguns colegas de turma. No meu TCC tive que me fingir de adepto do materialismo histórico para agradar meu orientador e a banca examinadora. Gostaram tanto do meu trabalho que me deram excelente com louvor. Se eu mesmo fosse avaliar meu trabalho daria um regular. Foi um alívio para mim quando saí daquela fábrica de militantes políticos esquerdopatas.
      Até o final do meu curso ainda compartilhava algumas das teses da esquerda moderada, porém, ao começar trabalhar como professor (2003 em diante) entrei em contato com as ideias de Olavo de Carvalho e aí o pouco de esquerdismo que ainda havia em mim sumiu como num passe de mágica. Fiquei viciado nos artigos de Olavo de Carvalho. Li quase tudo que ele publicou na internet e na revista Época. A partir desse momento passei a ter uma aversão profunda a todo tipo de pensamento esquerdista, passei a ver um esquerdista como se fosse um desequilibrado mental e ao mesmo tempo passei a ter um prazer imenso em ler textos de autores liberais e conservadores. Nesses onze anos em que me tornei um ardoroso defensor de ideias liberais e conservadoras, cheguei à conclusão que aqueles cinco anos que passei naquela porcaria de universidade só serviu para me dar um diploma de graduado em Geografia e consequentemente a autorização legal para disputar uma vaga em concurso público para professor, função que exerço atá hoje.
      Nas minhas aulas procuro mostrar aos meus alunos as falácias, as mentiras, a empulhação do discurso esquerdista que domina os livros didáticos de Geografia, as aulas da maioria dos professores de geografia, história, sociologia e filosofia e as provas de vestibular no Brasil.
      Sinto como um dever moral meu alertar meus alunos para não aceitar a inversão da realidade promovida pela mentalidade esquerdista.
      Atualmente leio todo dia vários artigos postados em vários sites e blogs de autores direitistas, como o seu, o Mídia Sem Máscara, o Blog do Reinaldo Azevedo, o Mises Brasil, o Blog do Luciano Ayan, Tomatadas, Maldade Destilada, Julio Severo, Rodrigo Constantino, entre outros.
      Parabéns pela criação de mais uma frente de combate à ideologia esquerdista.
      Estamos numa guerra cultural. Temos que conquistar muito mais gente para nosso lado para termos algum avanço significativo e chance de vitória contra esses vigaristas.

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    3. Nossa! Esse é um super-relato! Sua trajetória é muito parecida com a minha! Você autoriza publicá-la como uma postagem no blog?

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    4. Não sei se irá responder, mas saiba que fico muito feliz com atitudes assim! São pessoas assim, que nem você, que me motivam a escrever esse blog! Mesmo fazendo um trabalho de formiguinha, sei que cada um que sai do esquerdismo é uma pessoa inteligente a mais no mundo! Parabéns!

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    5. Fique a vontade para publicar esse meu relato. Gostaria de acrescentar mais algumas informações.
      Desde que me libertei por completo da cosmovisão esquerdista, tive a sensação que minha capacidade cognitiva melhorou bastante. É bem verdade que nunca fui um esquerdista radical, sempre tive um pé atrás contra certas proposições do esquerdismo vulgar, além disso, sempre fui um aluno estudioso, o que me permitia saber mais do que a maioria dos meus colegas de turma e, consequentemente, ser menos vulnerável à doutrinação ideológica na escola e na universidade.
      O rompimento com a ideologia esquerdista e a consequente assimilação das ideias liberais e conservadoras tem um efeito de desintoxicação da alma, da mente, do espírito. É a saída das trevas para a luz. É uma sensação maravilhosa.
      Procuro levar essa luz para o maior número de pessoas que conheço. É claro que em um ambiente eivado de esquerdismo tenho que tomar certos cuidados para não correr riscos desnecessários. Obviamente que não posso expor todo meu antiesquerdismo e pró-liberalismo e pró-conservadorismo numa reunião de professores. Poderia ser agredido fisicamente. Mas em sala de aula procuro mostrar com dados as falácias da ideologia esquerdista e ao mesmo tempo apresento alguns pontos de fácil compreensão do pensamento liberal-conservador. Até hoje, os alunos ficaram satisfeitos com minhas explicações.
      É isso aí, meu caro ex-comunista, continue esse importante trabalho de combate às canalhices do esquerdismo e de promoção do ideário liberal-conservador.
      Parabéns pelo blog!
      Um abraço.

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    6. Muito bom! É EXATAMENTE assim que me sinto.Melhora da capacidade cognitiva, desintoxicação, e claro, sensação de ser agredido!

      Fique de olho, publicarei seu relato em meados de abril.
      Abraço!

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