sábado, 30 de novembro de 2013

Como sobreviver neste mundo de lixo (A real sobre a vida - Pt II - Final)

O mundo está longe de ser um Parque da Mônica: vivemos em um ambiente selvagem e hostil, no qual os fracos são sumariamente marginalizados. Saiba como sobreviver neste lixo gigante chamado Planeta Terra.

Na primeira parte desta série, você provavelmente deve ter se convencido de que sua vida não tem nada de especial, e que a sociedade recompensa os úteis e marginaliza os inúteis. E não é por culpa do capitalismo! Esta relação vale tanto para o mercado de trabalho quanto para todos os aspectos de sua vida, como estudos, amizades, e relacionamentos. Mas Diário, se eu sou um inútil, o que fazer?

domingo, 24 de novembro de 2013

Você não é especial (A real sobre a vida - Pt I)

Ei! Você mesmo que está lendo este blog: aposto que não se considera normal. Acredita que seus gostos e preferências tornam-lhe um ser humano envolto em uma aura invisível de superioridade. Sente-se injustiçado: apesar de grande esforço, tem uma vida de lixo. Por que justo com você?

Você acredita que sua personalidade e seus gostos pessoais imprimem-lhe uma identidade única. E sendo esforçado, deveria ser merecedor de todo o sucesso mundano. Sente-se injustiçado por não ter o emprego dos sonhos, por não ganhar mais. Sente-se injustiçado por não ter um relacionamento perfeito, como nos filmes, ou por viver na solidão. Sente-se injustiçado por não ter uma família perfeita, digna de um comercial de margarina. Sente-se injustiçado por não ter o corpo que gostaria, sem gorduras ou com músculos proeminentes. Sente-se injustiçado por não ser popular e por não ter amigos o suficiente. Enfim, sente-se injustiçado por não ter a vida que gostaria. Passa-lhe a sensação de que enquanto todos estão se dando bem, você está na merda. Parabéns! Você é igual à todos os outros!

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ecologistas: Que tal voltarmos à caçar mamutes?

Apesar da sustentabilidade ser a palavra do século XXI, o ar de bom-mocismo termina quando precisamos de alimentos, energia e minério. Ser contra usinas é fácil quando se tem energia na tomada para carregar iPhones à vontade. Galerinha verde, que tal se pensássemos em soluções viáveis?

Estou sem energia no interior do Brasil, escrevendo esta postagem com um resto de bateria que ainda resta no notebook, ao som dos coaxar dos sapos noturnos. Temporariamente ausente dos mimos tecnológicos modernos, logo posso devanear e imaginar a vida contemporânea sem os tentáculos da modernidade, como almejam os ecologistas. Como seria a vida sem celulares? Ou pior, sem remédios? Sem infraestrutura de transportes? Sem mineração? Sem veículos? Sem os milhares de hectares da agroindústria?

domingo, 10 de novembro de 2013

Camaradas, estamos no Facebook!

Caros companheiros e companheiras da causa operária! Finalmente o Diário de um Ex Comunista possui uma página oficial no Facebook!

Estes fascistas que nos aguardem! Estamos fazendo uma verdadeira revolução nas redes sociais, extirpando os porcos-capitalistas opressores e destruindo a moral burguesa! Graças à tecnologia facebooquiana, agora podemos lutar contra a propriedade privada e a opressão patriarcal com todo o clamor popular-internético disponível! Leitor, curta nossa página agora! Ou será enviado para um campo de trabalho forçado! 


Agora você poderá ler todas as postagens sem tirar essa bunda reacionária do sofá! Atualizaremos todas as novidades no Facebook, respeitando os direitos humanos e o estado laico pelo direito de decidir! Não seja um reaça yankee! Curta nossa página imediatamente! Seu fascista!

Não é só por 20 centavos, é por uma página de Facebook!
Viva la internet! Viva la revolución! 

Algumas verdades sobre Mais Médicos e medicina cubana

Quais são os reais objetivos do Programa Mais Médicos? Aliás, por que ele se tornou necessário? Importar médicos cubanos? Mas por que cubanos? Ora, a medicina castrista nem é tão boa assim...

Segundo dados do próprio Ministério da Saúde, faltam médicos no Brasil. O país tem apenas 1,8 médico por mil habitantes, número bem inferior aos nossos hermanos argentinos (3,2) e uruguaios (3,7). Tudo bem, disso todos desconfiávamos: faltam médicos e ponto final. E assim, minha concordância com Dilma Rousseff termina por aqui. Mas antes de falarmos dos cubanos, vamos botar os neurônios para funcionar: primeiramente, por que faltam médicos?

sábado, 2 de novembro de 2013

Existe algo mais racista do que cotas?

A arbitrária política de cotas raciais é a maior expressão do racismo contemporâneo. Para o governo seres humanos deixam de ser indivíduos e tornam-se "pessoas de cor X". Onde deveria existir liberdade e igualdade, criam-se grupos de conflito. Existe algo mais racista do que cotas?

Nesta última semana uma decisão arbitrária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados reacendeu o polêmico debate sobre as cotas raciais no Brasil. Pela proposta do deputado petralhista Luiz Alberto (BA), o Congresso terá cotas para negros, tal como ocorre nas universidades. Segundo o Estadão, "a cota valerá para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal por cinco legislaturas a partir da promulgação da emenda, prorrogáveis por até mais cinco legislaturas".