sábado, 27 de julho de 2013

O que os comunistas esquecem: O ser humano é mau

O maior problema da sociedade não é a organização econômica, mas sim o seu próprio elemento constituinte: o ser humano. Sendo este mau por natureza, é impossível uma sociedade atingir a perfeição. 

Um dos maiores males que a mentalidade revolucionária pode proporcionar é, por incrível que pareça, a crença na bondade humana. É muito fácil botar a culpa em bodes expiatórios - ou melhor, rebanhos expiatórios e esconder a verdadeira faceta dos problemas mundanos atuais. Afinal, as mazelas da sociedade podem a grosso modo, se resumir a uma única frase: o ser humano é inerentemente mau, ou pelo menos, o possui em carga elevada. Como diria João Pereira Coutinho: "Sou um cético. Entendo os apelos da perfeição, mas como alguém diria, sei que estes apelos são piores do que um crime - são um erro".

Burguesia e Proletariado: O vilão e o mocinho que não existem

Os velhos conceitos de Marx já não servem para explicar a complexidade do mundo atual. Classificar sete bilhões de indivíduos incrivelmente diferentes em simplesmente 'burguesia' e 'proletariado' é como dividi-los entre Lobo Mau e Chapeuzinho Vermelho, ou Tom e Jerry.

Para Marx "A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado"*. Assim, a burguesia seria a classe opressora que detêm os meios de produção, enquanto o proletariado seria a classe oprimida, ou seja, a classe trabalhadora que não detêm os meios de produção. A vil burguesia, concentrando toda a riqueza para si sem trabalhar, como um irmão que rouba doces da irmã, seria a causa de toda a pobreza e a desigualdade social. Já o proletariado, que realmente botaria a mão na massa e sustentaria os burgueses vagabundos, seria a classe oprimida, pois trabalharia não para si, mas para o burguês.

Universidade e panfletagem política: Uma simbiose perigosa

Veja como as universidades estão sendo destruídas pela panfletagem política: ou como as ciências humanas, tão importantes para o progresso intelectual de uma nação, estão sendo corroídas pelas milícias do pensamento esquerdista. 

Naqueles tempos de calouro, o ambiente universitário era um imenso mundo de novidades para mim. Para eu, um garoto fodido e cheio de espinhas que estudava em uma escola pública rural, a universidade exalava conhecimento pelos ares, e seus professores, doutores, eram a nata inquestionável do saber científico.

Da ilusão à realidade: Por que deixei de ser um comunista imbecil

Como deixei de ser um moleque esquerdista que escrevia vigarices intelectuais e passei a entender melhor o mundo, como todo comunista deveria fazer. Afinal, a verdade tarda mas não falha: existem lotes e lotes de ex-esquerdistas, mas não conheço nenhum ex-direitista. Por que será né?

Na minha juventude, por entre os livros do Marx e as camisetas do Che Guevara, reinavam os mais excêntricos sentimentos revolucionários. Eu vivia  uma espécie de puberdade intelectual, em que os hormônios acalorados pelo furor anti-capitalista silenciavam a verdade que relutava em aparecer no meu cérebro em formação. Sim, eu era um esquerdista. E sim, daqueles bem inconvenientes.