sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Ecologistas: Que tal voltarmos à caçar mamutes?

Apesar da sustentabilidade ser a palavra do século XXI, o ar de bom-mocismo termina quando precisamos de alimentos, energia e minério. Ser contra usinas é fácil quando se tem energia na tomada para carregar iPhones à vontade. Galerinha verde, que tal se pensássemos em soluções viáveis?

Estou sem energia no interior do Brasil, escrevendo esta postagem com um resto de bateria que ainda resta no notebook, ao som dos coaxar dos sapos noturnos. Temporariamente ausente dos mimos tecnológicos modernos, logo posso devanear e imaginar a vida contemporânea sem os tentáculos da modernidade, como almejam os ecologistas. Como seria a vida sem celulares? Ou pior, sem remédios? Sem infraestrutura de transportes? Sem mineração? Sem veículos? Sem os milhares de hectares da agroindústria?

Gosto da natureza. Do cantar dos pássaros ao silêncio das árvores. Nada melhor para realinhar os neurônios do que uma praia deserta ou uma trilha úmida na Mata Atlântica. Concordo que a biodiversidade das nossas florestas é algo que deve ser preservado para as gerações futuras, e que a escassez de água e recursos naturais serão fatores motrizes para mudanças de paradigmas para a sociedade. Da sustentabilidade ao uso racional dos recursos, nada mais conservador do que conservar o meio ambiente. Lindo, não?

Isto é natureza. É a foto mais bonita do Blog. Mas e aí? Encara morar aí sem remédios e sem celular, tendo que caçar ornintorrincos para sobreviver?

O problema é que, embora todos desejem o bem do planeta, ninguém em sua sã consciência deseja abrir mão dos confortos modernos. Todos querem uma deliciosa caminha de madeira depois de um banho quente de água potável. Todos querem dirigir um carrinho à gasolina e queimar um combustivelzinho fóssil, além do clássico fetiche à celulares de silício movidos à bateria de chumbo.

Os ecologistas defendem o meio ambiente mas não querem morar em cavernas. Querem seus apartamentos caros no Leblon. Sabichões, não querem pegar malária na Amazônia, mas sim ter antibióticos nas farmácias próximas. Esquecem que a "natureza" é um pacote fechado, com prós e contras inevitáveis. Desde lindas sequoias até ratazanas famintas.

Isto também é natureza: olha a harmonia entre o leão e o búfalo. Aliás, lombrigas, esquistossomoses e mosquitos da dengue também são natureza. 

Com cinco minutos de Discovery Channel ou no National Geographic qualquer pessoa poderá entender muito bem a natureza: vermes e parasitas aterrorizantes; cobras venenosas que injetam venenos em sapos; hienas que devoram búfalos vivos; leões que matam filhotes de outros machos; e tubarões sanguinários. (Se tiver estômago forte, digite "ataque de tubarão" no Google) Ora ora, ecologistas! A Mãe-Terra, como gosta de bradar Leonardo Boff, é uma mãe meio malvadinha para ser idealizada, não? Vou guardar cartucho! Prometo falar de Boff em outra postagem.

Habitat do bicho-ecologista. Seu contato com a natureza é apreciar a paisagem e pedir uma pizza. E claro (!), ter uma ótima cobertura para se proteger da chuva e dos predadores...

O que muitos teimam em entender é que é necessário haver um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a utilização correta dos recursos naturais, não pela perfeição divina da "Mãe-Terra", mas sim porque precisamos de água, alimentos e remédios. Eu disse um equilíbrio! Todo mundo quer preservar a Amazônia, mas ninguém deseja ser um ribeirinho com barriga de verme, ou ter 80% de sua propriedade destinada à Reserva Legal. Amazônia é igual Cuba: todos defendem, mas pessoas normais não querem ir morar lá. Estranho, não? Vociferam contra as usinas de Belo Monte e Jirau, mas querem ter energia elétrica chegando bonitinho na tomada...

Criticar o agronegócio tomando suquinho Ades é fácil, quero ver pensar em alternativas viáveis de gestão ambiental no campo... Aliás, pensar em soluções é sempre mais difícil né?

Temos que guardar o que resta de natureza para as próximas gerações, mas sem fascismo ecológico. Sem candidatos Melancia, verdes por fora e vermelhos por dentro. Sem teólogos da libertação e Teorias de Gaia. Enquanto nossos netos ainda não nascem, precisamos de comida, minério, e energia. Sem consumismo exacerbado, é verdade, mas longe de idealismos irracionais.

Galerinha verde, que tal se parássemos de criticar as grandes empresas e pensássemos em soluções viáveis para o homem e para o planeta?

Fontes:
A bateria do notebook tá acabando, vão pesquisar o assunto, paspalhos!
Comentários
2 Comentários

2 comentários :

  1. Epá camarada, eu acho que eles têm razão em querer preservar a Amazónia. É uma das poucas grandes florestas que ainda existem. Também compreendo as tentativas de energia eólica e solar. Mas não tenho paciência para reciclagem e acho que eles são um pouco chatos. Vivi numa cidade onde há inundações todos os anos porque o caudal do rio aumenta e alaga a parte velha da cidade. Bastava abrir um canal alguns quilómetros ao lado que desviasse as águas para que isso não acontecesse. Mas por causa de umas aves quaisquer que têm lá o habitat ninguém faz isso. Que Merda!

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    1. Não sou a favor da destruição da Amazônia. Acho que qualquer pessoa sensata deseja preservar o meio ambiente.

      "Concordo que a biodiversidade das nossas florestas é algo que deve ser preservado para as gerações futuras, e que a escassez de água e recursos naturais serão fatores motrizes para mudanças de paradigmas para a sociedade. Da sustentabilidade ao uso racional dos recursos, nada mais conservador do que conservar o meio ambiente"

      A ideia que quis passar no texto foi a mesma do seu comentário: temos que preservar, mas por que não abrir um canal para beneficiar a população?

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