sábado, 10 de agosto de 2013

Por que o estado é corrupto?

Ao contrário de uma empresa privada em que pessoas respeitam regras por medo da rua, o estado é um habitat perfeito para corrupção, pois seus elementos constituintes - políticos e funcionários públicos, gozam de um super status de invencibilidade, como Deuses Pagãos da Malandragem.

Certa vez ao andar no meio da mata, encontrei uma jararaca aos meus pés. Imediatamente disse espantado ao meu colega: "Olha cara! Uma cobra!" Eis que recebo a resposta: "Seria estranho se você encontrasse uma cerveja gelada aí! Cobra tá cheio nesse mato!" Ora, se aquele local era altamente propício para encontrar um animal daquele tipo, por qual motivo me surpreendi? Não nos damos conta, mas atitude semelhante ocorre quando falamos sobre corrupção. Explico.

Em todos os lugares imagináveis dos vastos rincões deste meu Brasil, a situação mais normal do mundo é encontrar pessoas reclamando da corrupção. As histórias da malandragem brasileira - leia-se de passagem, falta de ética e honestidade,  já estão tão enraizadas em nossa cultura que já fazem parte do imaginário popular. Desde os dólares na cueca até os apoteóticos julgamentos do mensalão, na qual o intrépido herói Joaquim Barbosa utiliza seus superpoderes de Batman para condenar os vilões das trevas, adquire-se um novo folclore popular. Afinal, os político são tudo bando de safado (sic).

"Lembrem-se trouxas pagadores de impostos: eu sou só a ponta do iceberg!"

O que as pessoas nem sequer imaginam é que a corrupção faz parte da própria natureza do estado. O estado não é um velhinho barbudo sentado no topo de uma montanha, mas sim um gigante aparelho burocrático, inchado até vazar funcionário pelo ralo. Não é uma instituição salvadora e nem a Madre Teresa de Calcutá. Trocando em miúdos, o estado é simplesmente um conjunto de funcionários públicos aleatórios - em sua grande parte acomodados, interessados somente em estabilidade financeira e mamatas oferecidas pelo governo. É por isso que concursos públicos são tão concorridos. Experimente ir em qualquer órgão público para ver a "eficiência" com seus próprios olhos.

Tudo bem, concursados têm seu mérito, reconheço. Mas o que dizer de vereadores, deputados, senadores e ministros com capacidade técnica questionável exercendo cargos públicos de importância estratégica? Quantos destes engravatados desinteressados no progresso do país estão lá somente para abocanhar um "dinheirinho" dos nossos suados impostos? Além disso, mesmo a minoria política ou concursada que realmente queira fazer a sua parte e mudar o país acaba se contaminando pelos ares nefastos da ineficiência. Não raro encontram-se pessoas inteligentes e determinadas frustradas em seus cargos públicos pois o Grande Irmão, ou o grande estado não os deixa trabalhar direito.

      
Todos sabem da corrupção, mas não de suas verdadeiras causas.

Além disso, não é difícil compreender o seguinte raciocínio: Se uma empresa é corrupta, terá sua reputação manchada para sempre no mercado e irá naturalmente à falência. Ou, se um consultor é corrupto, irá ter seu nome sujo pela rádio peão e ficará marcado negativamente na carreira. Ora, quando interesses privados estão em jogo todos são bonzinhos, pois têm medo das consequências. Mas o que aconteceria com uma empresa estatal corrupta, ou com um funcionário público com costas quentes que carregasse sorrateiramente uma 'graninha' inofensiva na cueca? Muito bem, acertou quem disse "absolutamente nada". Quando interesses coletivos são a prioridade, ninguém liga, não é mesmo?

Enfim, a corrupção existe porque o estado - ou melhor, o inchaço do estado, é o habitat perfeito para ela. Assim como as cobras no meio da mata.

Esquerdistas, é difícil entender isso?

Comentários
6 Comentários

6 comentários :

  1. POW " o estado é o comitê da burguesia ( Marx) virastes anarquistas, ou conhece um exemplo de capitalismo sem estado. O que é mais engraçado é que toda ideologia liberal cai por terra em momentos de crise, porque adivinha quem recolhe os cacos do tão perfeito capitalismo liberal ? O ESTADO,. E para quem sobra as medidas de recessão ? para os trabalhadores. Assim aconteceu na crise entre os anos 70 e 80 e tem acontecido desde 2008. Confere senhor ex- comunista.

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  2. 1) Existe uma corrente do liberalismo que defende o capitalismo sem estado, o anarcocapitalismo. Entretanto, acho pouco viável. Vejo que um estado mínimo é necessário para manter a ordem superficial e as leis necessárias ao bom funcionamento da sociedade, sem interferir no mercado e nas liberdades individuais

    2) O grande problema das crises não é a ausência de estado, mas sim excesso dele. As crises de 29 e de 2008, por exemplo, foram causadas justamente pela intervenção excessiva. Dou muita razão à escola austríaca de econonomia - que sugiro o senhor pesquisar, quando diz que quanto menor o estado, maior a liberdade.

    3) O estado não deve socorrer empresas. Capitalismo sem bancarrota é igual macarrão sem molho. A intervenção estatal cria situações artificiais que privilegiam as poucas empresas amigas.

    4) A crise dos anos 70 e 80 - em âmbito mundial, foram provocadas principalmente pelas crises do petróleo. E quem monopolizava o petróleo? Estados árabes. Não eram empresas privadas em um mercado aberto. Por isso deu merda no mundo inteiro.

    Espero que tenha respondido.

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  3. O estado é corrupto, porque são os maçons e banqueiros que estão no governo. Aqui em Portugal, no fim do governo, os ex-ministros vão para grandes lugares em Bancos e Empresas. Quem é que eles estão a representar? O povo ou os bancos?

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    1. Não sabia dessa realidade aí em Portugal. Aqui no Brasil só quem tem dinheiro vira político. As alianças entre empresas e candidatos são praticamente inevitáveis.

      Infelizmente, políticos defendem os seus próprios interesses. Ninguém tá nem aí "pro povo".

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  4. Penso da mesma maneira, ex-comunista. Estado é o ambiente ideal para todo tipo de pilantra. O mais absurdo é que quanto maior for o salário do funça menos trabalho ele realiza, mais tranquilo é seu local de trabalho e o sujeito tem a cara de pau de reivindicar maiores reajustes salariais, melhores condições de trabalho, fim da terceirização de serviços e novos concursos públicos para contratação de mais funcionário pois os atuais estão sobrecarregados de serviço. É brincadeira ou quer mais?

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    1. Acho que os aumentos salariais devem acontecer através da meritocracia. Ou seja, produziu mais, ganhou mais, e acabou.

      No modelo atual, os funcionários públicos que estão sobrecarregadas de serviço (sim, existem também, rs), ganham o mesmo de quem fica o dia inteiro coçando. Isso é uma baita injustiça.

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