sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Capitalismo sem frescura. Sem falácias ideológicas. Que tal?

Leitor, entenda o capitalismo de uma vez por todas, sem rótulos ideológicos e falácias, através do pequeno porém grandioso livro "As Seis Lições" do brilhante economista Ludwig Von Mises.

"Como se uma janela tivesse sido aberta e o ar fresco tivesse podido circular pelas salas". É exatamente assim que a esposa de Ludwig Von Mises descreve a reação da platéia argentina ao ouvir as palavras chocantes e reveladoras de seu marido, em 1958. Através de seis valiosas palestras, transcritas no livro As Seis Lições, o economista explica de maneira clara e direta seis grandes temas da economia: capitalismo; socialismo; intervencionismo; inflação; investimento externo e política. Hoje vamos falar de capitalismo. Sem ranços ideológicos, que tal?

Primeiramente, ao contrário do que Marx diz, para o austríaco, o avanço do capitalismo e da industrialização trouxeram incontáveis benefícios à população. Flexibilizaram-se as pirâmides sociais, elevaram-se os padrões de qualidade de vida, e pobres passaram a ter acesso a bens industrializados outrora inacessíveis. Assim, ao contrário de regimes anteriores como absolutismo ou feudalismo, no livre mercado quem manda é o consumidor. O poder emana de baixo para cima, mas sem ditadura do proletariado. Confuso? Explico novamente.

Obrigado Mises, por me ensinar

 o que é capitalismo e descobrir que

 fui enganado na escola!
Contrário à ideia chavão de que "empresas mandam no mundo", Mises dá um tapa na cara de todos nós: quem manda é o consumidor. Desculpe Tião Carreiro, mas não existe Rei do Café e tampouco Rei do Gado, pois um empresário não rege, ele serve às necessidades da população. Quem paga os altos salários dos atores de Hollywood não são os estúdios, mas sim os telespectadores. Sim, é isso mesmo. Consumidores de todo o mundo: uni-vos!

Mises ainda desconstrói outros mitos inconvenientes. Pegue qualquer livro de história empoeirado na sua prateleira e veja as fotos das fábricas durante a Revolução Industrial: você verá mulheres, crianças, jovens, e idosos trabalhando durante mais de dez horas por dia em condições precárias de segurança. Isto é desumano, eu sei. Mas Mises alerta: dos oito milhões de habitantes da Inglaterra, mais de 1 milhão era composto por indigentes, pessoas destinadas à morrerem de fome e doenças contagiosas. Ora, é muito melhor - ou menos pior, trabalhar em condições sórdidas do que simplesmente deixar de sobreviver. E foi assim que o liberalismo salvou milhões de pessoas na Inglaterra e está salvando agora na China. Mais vale um peito na mão do que dois no sutiã. Entende?

Combatendo indiretamente o discurso enlatado de que o capitalismo produz desigualdades, Mises continua a triunfar em suas idéias esclarecedoras. Graças à esse sistema econômico tão perverso (!) é que o atual padrão de vida de um pobre é superior ao de um aristocrata na idade média. Além disso, ao contrário do que ocorria nas eras pré-capitalistas, em que o status de uma pessoa era indissociável de suas vestimentas, hoje todos parecem iguais nas ruas. Numa era em que todos têm acesso à bens industrializados - leia-se, roupas e calçados massificados, o "rico pode ter um Cadillac e o pobre um Chevrolet, mas ambos servem muito bem à sua função, que é de transportar". E isso graças ao capitalismo.

Trabalhar 15 horas por dia não é bom. Mas é melhor do que morrer de fome, como frequentemente ocorre nos países comunistas.

E quem disse que dinheiro é igual um pote de sorvete dividido entre irmãos? Quem disse que se uma pessoa ficar mais rica, outra ficará mais pobre automaticamente? Mises também combate este mito, na verdade, o refuta. Quando o capital de uma empresa/indústria ou indivíduo aumenta, mais investimentos são feitos, mais matéria prima é adquirida, mais empregados são contratados, mais pessoas ganham dinheiro, mais pessoas consomem, e mais a economia gira. É exatamente em itálico que Mises escreve: "Quanto mais se eleva o capital investido por indivíduo, mas próspero se torna o país". Trocando em miúdos, para que a qualidade de vida da população melhore, investimentos são fundamentais. E, para que investimentos ocorram, a concentração de capital é inevitável.

Como dizia Sun Tzu, é necessário conhecer bem o inimigo. Mas esquerdistas não conhecem o capitalismo. E é por isso que ainda são esquerdistas.
Comentários
6 Comentários

6 comentários :

  1. Minha dúvida é: como evitar os metacapitalistas? http://www.youtube.com/watch?v=ytl40ZlclU0

    Colei um artigo seu no meu blog
    http://conspiratio3.blogspot.com.br/2013/11/os-melhores-lugares-para-um-comunista.html Se tiver algum problema, me escreva.

    Vc não assina os textos?

    Abs,
    Celia

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    1. Olá! Assino somente como "Diário de um ex Comunista" (colocar meu nome aqui seria o mesmo que ir na torcida do Corinthians com camiseta do Palmeiras).

      Seu blog é muito bom, obrigado por compartilhar meus textos! Abraço

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    2. Vou assistir a palestra do Olavo, daí respondo sua dúvida. Abs

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    3. É interessante como Olavo de Carvalho desconstrói os mitos do capitalismo. Na verdade, ao contrário do que os esquerdistas dizem, as grandes corporações são contra o livre mercado, porque já conquistaram o seu market share.

      Geralmente esses "metacapitalistas" são aliados e/ou financiadores do estado, e obtêm privilégios em detrimento de outras empresas. O que os sustenta é a rede de conchavos, e não a livre vontade do consumidor. Assim, a única forma de evitar este problema é diminuindo o poder do estado e desregulamentando a economia, como já disse Mises.

      Em uma sociedade economicamente livre, não haveriam barreiras para a livre concorrência. Eu, um pé rapado, se vendesse um bom produto, poderia roubar o mercado de uma mega empresa. As relações seriam mais fluidas.

      Precisamos acabar com o privilégio das grandes empresas, e isso só é possível com menos estado.

      Abraço!

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  2. Esqueci de dizer: eles não querem melhorar o padão de vida dos pobres, eles querem rebaixar o das outras classes e que todos se igualem na submissão á Nova Classe.

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    1. Boa constatação! Aqui tem um texto sobre isso:

      http://diariodeumexcomunista.blogspot.com.br/2013/10/a-falacia-da-desigualdade-social.html

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